Low-code: entenda como otimizar o desenvolvimento de software

Veja como o low-code para empresas reduz custos, melhora a produtividade e permite maior flexibilidade no desenvolvimento de software.

O desenvolvimento de software tradicional pode ser um processo longo e caro, exigindo times altamente especializados e ciclos de implementação que podem se arrastar por meses. Portanto, para empresas que precisam de mais velocidade sem comprometer a qualidade, o low-code é um caminho estratégico.

Dessa maneira, essa abordagem minimiza a necessidade de codificação manual ao oferecer ferramentas visuais e componentes pré-configurados. Como resultado, os projetos são entregues em menos tempo, há uma redução de custos operacionais e um uso mais inteligente dos recursos de TI.

Não à toa, o mercado global de plataformas low-code reflete essa crescente adoção. De acordo com a Market Research Future, o setor foi avaliado em US$ 13,55 bilhões em 2023 e pode atingir US$ 142,59 bilhões até 2032, impulsionado pela sua crescente institucionalização dentro das estratégias de TI.

Mercado global de low-code para empresas está em crescimento

O avanço do low-code no mercado corporativo se deve à sua capacidade de democratizar o desenvolvimento de software. Com base na análise de mais de 100 fornecedores, a Forrester estima que o mercado de low-code e automação de processos digitais (DPA) atingiu US$ 13,2 bilhões em 2023, crescendo 21% desde 2019. Além disso, 87% dos desenvolvedores corporativos já utilizam low-code em alguma etapa do seu trabalho, demonstrando seu impacto na produtividade e na eficiência operacional.

A expansão desse mercado se deve, em parte, à adoção do citizen development, que possibilita que profissionais de negócios criem soluções digitais sem depender exclusivamente da TI. Isso reduz gargalos operacionais e permite maior flexibilidade na construção de aplicações internas.

Low-code vs. no-code: qual a diferença?

Embora muitas vezes mencionados juntos, low-code e no-code têm diferenças significativas. Por um lado, o low-code é voltado para desenvolvedores profissionais que desejam acelerar o desenvolvimento sem perder flexibilidade. Por outro, o no-code foca em usuários de negócios sem conhecimento técnico, permitindo que criem aplicações sem escrever código.

Dessa maneira, empresas que precisam de customização avançada geralmente optam pelo low-code, enquanto aquelas que buscam soluções rápidas e padronizadas tendem a utilizar no-code.

Como o low-code está transformando operações nas empresas

As plataformas low-code estão sendo amplamente adotadas para automatizar processos, integrar sistemas e criar aplicações personalizadas. De fato, segundo a plataforma de desenvolvimento de aplicativos empresariais Mendix, essa tecnologia permite que tanto desenvolvedores profissionais quanto usuários de negócios colaborem na construção de soluções.

Para as equipes técnicas, ele oferece ferramentas para desenvolvimento full-stack. Já para os usuários de negócios, facilita a criação de aplicações sem necessidade de conhecimento avançado. Além disso, conforme a Radix, 84% das empresas afirmam ter adotado low-code para reduzir a sobrecarga de TI, acelerar o time-to-market e envolver diretamente as áreas de negócios na criação de ativos digitais.

Desafios que os gestores de TI precisam antecipar (e superar)

Apesar dos benefícios, a adoção do low-code ainda apresenta desafios. Estatísticas do setor, levantadas pela Radix, apontam alguns dos principais obstáculos:

  • 47% das empresas enfrentam dificuldades devido à falta de profissionais qualificados.
  • 25% das organizações têm preocupações com a segurança das aplicações.
  • 37% temem a dependência excessiva de um único fornecedor.
  • 35% questionam a escalabilidade das soluções low-code.
  • 32% ainda desconfiam da viabilidade desse modelo de desenvolvimento.
  • Apenas 12% utilizam low-code para gerenciar seus processos de negócios.

Para superar esses desafios, é essencial que os gestores de TI adotem estratégias estruturadas que garantam uma implementação eficiente e segura do low-code.

Capacitação interna

Investir no desenvolvimento de habilidades da equipe é fundamental. Empresas podem criar academias internas de capacitação, oferecer certificações específicas ou até mesmo formar centros de excelência.

Escolha criteriosa de fornecedores

A escolha da plataforma deve levar em conta critérios como compatibilidade com sistemas já utilizados, possibilidade de personalização e suporte técnico oferecido.

Um modelo eficaz seria optar por plataformas que sigam padrões abertos, permitindo integração com diferentes tecnologias e evitando dependência excessiva de um único fornecedor.

Modelos de governança eficientes

Implementar um modelo de governança evita a proliferação de aplicações desenvolvidas sem critérios claros. Isso pode ser feito estabelecendo políticas de revisão e aprovação de novos projetos.

Segurança desde a concepção

Boas práticas de segurança, como autenticação multifator, monitoramento contínuo e auditorias regulares, são indispensáveis.

Um exemplo seria a exigência de revisões de código antes da publicação de qualquer aplicação crítica.

Arquitetura modular e interoperável

A preocupação com escalabilidade pode ser resolvida adotando arquiteturas baseadas em microsserviços, onde cada aplicação interage com o restante do ecossistema sem criar dependências rígidas.

Assim, uma organização poderia estruturar seus sistemas em camadas modulares, permitindo crescimento gradual sem comprometer o desempenho.

Casos de uso estratégicos

Para diminuir riscos e demonstrar viabilidade dos modelos propostos, a adoção pode começar por processos internos de baixa complexidade.

Por exemplo, a automação de tarefas administrativas ou digitalização de formulários. Esse modelo progressivo permite testar a tecnologia antes de aplicá-la em áreas mais críticas.

Contar com profissionais externos

Empresas que adotam a solução estão recorrendo a equipes externas especializadas para garantir uma implementação mais eficiente. Com experiência prática nessas plataformas, esses profissionais não apenas aceleram o desenvolvimento, mas também ajudam a estruturar soluções mais adaptadas às necessidades do negócio.

Com essas estratégias, os gestores de TI podem garantir que a ferramenta impulsione a eficiência operacional. A Insightful oferece soluções personalizadas para ajudar sua empresa a implementar e escalar o desenvolvimento low-code. Fale com nossos especialistas e descubra como essa abordagem pode otimizar seus processos e acelerar entregas.